SpeakSpacely
Roda de conversa com folhas de anotação espalhadas pelo tampo da mesa

Quem somos · Campos dos Goytacazes — RJ

A aula acontece
na hora de falar

Desde a sessão de abertura já se fala, já se escuta e já se responde. Não existe um bloco comprido de teoria antes de entrar na roda.

  • Turmas abertas que param em treze inscritos
  • Sala própria no bairro Centro, fácil de alcançar
  • Facilitadores fixos, um responsável por cada percurso
Como tudo começou

Do grupo de prática à escola

A SpeakSpacely saiu de um grupo de prática que se encontrava em Campos dos Goytacazes e misturava gente da universidade com gente já no mercado. Percebemos cedo que as sessões curtas serviam igualmente a quem escrevia artigos e a quem precisava defender uma proposta na reunião de segunda-feira.

O grupo foi virando escola: calendário de turmas, impresso próprio e um caminho definido do primeiro ao último encontro. A sala no Centro foi escolhida por ser simples de alcançar de ônibus a partir de quase qualquer ponto da cidade.

O nome aponta para a conversa em que duas posições se colocam à prova, uma diante da outra. É isso que acontece em cada sessão, e é isso que os percursos treinam.

O que segura cada sessão

Argumentar se aprende argumentando, e isso pede tempo de microfone. Por isso a maior fatia do encontro pertence às intervenções da turma, e não à demonstração de quem conduz.

Quem treina apenas a fala acaba repetindo os próprios pontos sem responder a ninguém. A escuta entra logo na primeira sessão, com exercício dedicado e tempo marcado na programação.

Aqui ninguém promete virada rápida. Falar com clareza e raciocinar sob pressão exigem repetição, e os percursos foram dimensionados a partir disso.

Quem fica na frente da sala

A equipe que conduz as turmas

PF

Paula Ferrari

Desenho dos percursos

Mestra em Ensino de Língua Portuguesa, dedica-se há cerca de dez anos à lógica e à leitura crítica de argumentos. As fichas de estrutura usadas na Porta da Praça saíram das mãos dela.

MT

Marcos Tavares

Turmas de empresa

Formado em Gestão Pública. Responde pela Encerramento Nítido e por parte da Ilação Frágil, com atenção ao modo como a linguagem empurra decisões coletivas.

BN

Beatriz Nunes

Temas e condução de sala

Estuda argumentação jurídica e rodadas de debate livre. Cuida do caderno de temas da Ilação Frágil e conduz turmas da Porta da Praça.

O que a casa assume

Seis compromissos válidos em qualquer turma

  1. 01

    Um limite de inscritos que não sobe

    A turma aberta trava em treze pessoas. É o tamanho que deixa cada participante falar em todos os encontros, em vez de assistir à maior parte deles.

  2. 02

    Áudio de todas as sessões

    A gravação de cada intervenção vai para quem falou, acompanhada do guia que orienta essa releitura.

  3. 03

    Texto escrito para aquele percurso

    Cada percurso tem impresso próprio, feito para aquele formato e naquela ordem de assuntos. Aqui não circula apostila genérica trazida de outro lugar.

  4. 04

    Comentário ainda dentro da sessão

    O retorno sai no próprio encontro e cita o que a pessoa disse: a frase escolhida, o exemplo usado, o trecho em que o argumento se perdeu.

  5. 05

    A gravação pertence a quem falou

    O arquivo de áudio permanece com o participante. Não vira peça de divulgação e não chega a mais ninguém sem que ele autorize.

  6. 06

    Conteúdo revisto a cada ciclo

    Fechado um ciclo de turmas, o conteúdo passa por revisão. O que muda vem do retorno de quem participa e de assistir de novo às sessões gravadas.

O que pensamos sobre isso

Quatro ideias que não mudam por aqui

Debater dentro de um formato é a via mais curta para treinar pensamento crítico. E a prova não tem nada de abstrato: alguém acaba de dizer algo e você dispõe de dois minutos para responder.

O trabalho se reparte em três frentes: arrumar a fala, escutar com exatidão e identificar raciocínio frágil. Isolada, nenhuma delas resolve. Quem fala bem sem escutar produz discurso que não responde a ninguém; quem só enxerga a falha alheia domina metade do ofício.

Competição não é o motor desta escola. As sessões servem para treinar, não para apontar vencedor. Ceder um ponto no meio da rodada conta a favor de quem cedeu.

Estar em Campos dos Goytacazes — RJ nos mantém perto de quem estuda e de quem trabalha na região. A maior parte dos participantes tem emprego ou está em formação, e os horários e formatos foram pensados para essas rotinas.

Quer ver os percursos um por um?

Escreva para a escola: detalhamos o conteúdo de cada encontro e ajudamos a decidir onde entrar.

Escrever para a escola